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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Vinhos do Mês - Espanha

Lembram quando comentei aqui a respeito do que consideraria a melhor refeição de todas? Ou pelo menos aquela que escolheria ser a minha última e, por sua vez, inesquecível refeição? Pois é, realmente continuo a divagar sobre esse assunto sem nenhuma conclusão, porém quando começo a pensar em qual seria a bebida para acompanhar essa refeição, não hesito em afirmar imediatamente que essa bebida seria uma (ou quem sabe mais...) taça de um bom vinho.

Pois bem, e quando começamos a falar desse néctar tão antigo e importante na história da humanidade, é claro que dúvidas surgem e o interesse aumenta exponencialmente. Portanto, há quase 1 ano atrás decidimos (eu e o Amore) a fazer parte do Clube do Vinho. Falando assim podemos quem sabe dar a entender que seria uma espécie de confraria, correto? Talvez a definição não seja a melhor, mas a partir dessa adesão, por um preço fixo mensal, recebemos mensalmente 3 rótulos de vinhos selecionados especialmente por um dos especialistas do clube. A cada mês é uma surpresa e a oportunidade de conhecer o vinho de uma certa região do mundo.

Mas por que estou comentando tudo isso? Bom, por que achei pertinente compartilhar com vocês algumas informações e também propor algumas harmonizações para pratos já apresentados aqui no blog. A idéia, seguindo a mesma linha do clube do vinho é, portanto, dar uma breve informação sobre a região escolhida e quais foram os vinhos que recebemos naquele mês.

Bom, e para estrear nossa coluna mensal, tenho o prazer de falar da Espanha e suas importantes regiões viticultoras.

A Espanha é um país que cresce a cada dia em importância no cenário mundial da viticultura. É o terceiro maior produtor de vinho, ficando somente atrás da França e Itália.

Mas e os vinhos? Bom, a seleção recebida foi uma das melhores até agora e um dos vinhos em especial está em nosso top 3



O primeiro deles, e o nosso preferido, é o Lar Sotomayor Vendimia Seleccionada 2007. É um vinho oriundo da região de Rioja, uma das mais tradicionais e importantes regiões de cultivo de uva na Espanha. Para vocês terem uma idéia, Rioja é responsável por aproximadamente 40% de todo o vinho da Espanha, o que não é pouco considerando a importância do país no cenário mundial. Esse vinho é produzido a base da uva Tempranillo e embora seja produzido por uma região tão tradicional, "apresenta um estilo mais moderno, elegante, floral, frutado e leve, com excelente acidez", assim foi classificado pelo Fernando Rodrigues, um dos responsáveis pela seleção dos vinhos distribuídos no clube. É um vinho com 14% de teor alcoólico e é obtido de 100% de uvas tempranillo.

Agora em relação a minha opinião, esse é um dos vinhos que mais apreciei até hoje. É denso, encorpado e acompanha muito bem desde pratos leves a pratos mais elaborados. Já o harmonizamos tanto em uma refeição completa (desde os antepastos, passando por um primeiro prato até o prato principal), quanto uma noite apenas com queijos e bom papo.

Para harmonizar, sugiro pratos com um tempero a mais...ou pratos com sabor mais marcante. Sugestão:




O próximo vinho é o Arrocal 2008, e vem da Ribeira del Duero, e assim como Rioja, trata-se de uma região tradicional produtora de vinho.  A bodega produtora do vinho tem recebido bastante reconhecimento internacional nessa região, que produz os vinhos mais reconhecidos de toda a Espanha. Assim como o primeiro, o FernandoRodrigues também o caracteriza através de um "estilo moderno, no entanto se apresenta mais denso, com aromas complexos, elegante e que representa de forma muito boa os vinhos dessa região". Chic, não é?



É também um tempranillo e contem 13,5% de teor alcoólico.

Minha opinião: Bom vinho, mas o anterior tem um equilíbrio melhor e também mais versátil.  Definitivamente é um bom vinho, mas para aqueles que não gostam de um vinho mais encorpado, talvez essa não seja a melhor opção, apesar de combinar divinamente com carnes de sabor marcante, como as de caças por exemplo ou até um bom magret de pato.

Para harmonizar, sugiro:




E por fim, temos o El Castro de Valtuille Joven 2007. É um vinho produzido em uma região menor, em termos de volume de produção, porém muito bem aceito pelos críticos mais influentes do setor. Na opinião do Fernando é um vinho com elegância impar e que por tal característica pode ser confundido muitas vezes com vinhos Cabernet Franc. O Fernando Rodrigues ainda completa o classificando com um vinho de sutileza que permite acompanhar carnes mais delicadas ou até um bom antepasto de vegetais ao alho.



Minha opinião: Um vinho frutado e muito versátil, muito mais delicado do que os dois anteriores. Acho que pode ser um bom começo de refeição ou até harmonizado com um prato mais leve ou almoços ao ar livre.

Para harmonizar, sugiro uma receita de bacalhau, mas também vai muito bem com queijos mais leves:




Bom, é isso! Espero que gostem da nova coluna e que assim como eu, tenham o prazer de apreciar um bom vinho acompanhando de uma refeição tão boa quanto.

Beijos e uma linda terça-feira para vocês!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Técnicas Básicas de Confeitaria - Massas Quebradas ou Massas Secas



Uma das coisas que me tirava o sono no início das minhas aventuras da cozinha eram as famosas massas quebradas, ou como alguns chamam, massas podres...aquelas que ficam por baixo das tortas e que esfarelam um pouco mais, sabe? Pois é, no início eu indicaria apenas sorte como fator resultante de uma receita de tal massa bem executada...pode ser pelo fato que minha cozinha não tem a temperatura adequada, e claro...quer dizer mais óbvio, eu não tinha a quantidade de informações e conhecimento necessário para me dar mais segurança e ter resultados bons como uma constante. 

Enfim, chega o segundo semestre da faculdade e com ele as aulas de confeitaria básica. Para minha felicidade logo na segunda aula, tive uma das melhores aulas que participei até hoje, a aula de massas quebradas que são base para inúmeras preparações da confeitaria. A aula foi deliciosa (Não poderia ser diferente, já que no fim nós provamos tudo, né?) e acima de tudo esclarecedora...descobri onde estava errando e recebi dicas preciosas da professora. Mas como eu sempre penso em vocês quando estou aprendendo algo novo, logo em seguida comecei a pensar em como seria esse post e como poderia passar todas as informações que recebi...então vamos lá? Vamos aprender mais um pouco sobre confeitaria? Vamos! 


Bom, a definição das massas pode ser descrita pelas suas características de textura e execução. São conhecidas por serem massas que necessitam de refrigeração durante o preparo (em alguns casos), são trabalhadas após esse primeiro período, depois voltam ao refrigerador e por fim são levadas ao forno para assar. Também é uma característica comum a ausência de corpo e elasticidade, já que em nenhuma das massas que falaremos abaixo, o glúten deve ser desenvolvido, ou seja, são massas que não devem ser trabalhadas demasiadamente após a inclusão da farinha. 

Tipos de Massas 

As massas podem ser classificadas em três categorias, segundo a relação matéria gordurosa/farinha. A matéria gordurosa pode ser manteiga ou margarina (mas com manteiga o resultando sempre tende a ser melhor). São elas: 

Pesadas: têm mais de 500 g. de matéria gordurosa por kg de farinha (Ex.: Massa Sablée e Diamantina) 
Médias: exatamente 500 g. de matéria gordurosa por kg de farinha. (Ex.: Massa Brisée e Frolla) 
Leves: têm menos de 500 g. de matéria gordurosa por kg de farinha.(Ex.: Massa Sucré) 

A diferença das massas são basicamente a proporção de matéria gordurosa em relação a farinha e o tipo de preparo de cada uma. Normalmente podem ser usadas como qualquer base de torta, ou até alguns biscoitos, a diferença vai ser principalmente o que você quer preparar e o tipo de preparo que quer fazer, mas podem ser usadas para qualquer preparo de torta sem exceção. 

Preparo das Massas 

Para a confecção das massas, existem duas técnicas principais, o Sableado e a Emulsão. Basicamente a sua diferença vem da temperatura da matéria gordurosa, que nesses casos podem ser apresentadas frias/geladas ou a temperatura ambiente. 

Para o sableado, primeiro é feita uma espécie de “farofa” com a manteiga e a farinha de trigo e somente após essa etapa que os líquidos são acrescentados. Aqui a idéia é trabalhar muito rápido para a manteiga não derreter e não prejudicar o processo de confecção da massa. Durante o sableado, a gordura vai encapsulando as partículas de farinha originando a impermeabilização das mesmas. Assim, como o glúten encontra-se "no interior" dessas partículas de farinha não haverá risco de hidratação durante a incorporação dos líquidos. Caso contrário, se chegasse a se hidratar, a massa se tornaria elástica e com força e esse não é o objetivo para tais preparações. 

Para a emulsão, o começo é bem parecido com alguns métodos de preparo de bolo, onde primeiro fazemos um creme (normalmente na batedeira) com a manteiga em temperatura ambiente com o açúcar e os líquidos e somente depois disso que acrescentamos os ingredientes secos. Como a farinha entra no final, o glúten não chegará a se hidratar para dar elasticidade à massa. 

Normalmente todas as massas podem ser feitas através de qualquer uma das técnicas, porém é aconselhável o sableado para a massa Brisée e a emulsão para a Sablée, Frolla e Sucrée. 

A técnica de emulsão também é aconselhável para massar com grande quantidade de açúcar. 

Como escolher os ingredientes e quais são suas funções 


O ovo exerce uma função importante na massa. Aqui eles favorecem a emulsão do açúcar com a manteiga e também hidratam a farinha. Também dão sabor, cor e extrutura as massas. Massas onde o ovo faz parte da composição terão resultados diferentes caso você use ovos inteiros, apenas gemas ou então apenas claras. A diferença será na textura, prefira massas que tenham apenas gemas...além de facilitar o processo de emulsão (caso seja esse o escolhido), a quantidade de água na massa será menor, visto que as claras possuem muito mais água dos as gemas e assim provavelmente você usará menos farinha de trigo no preparo obtendo então uma massa mais saborosa. 
Massas feitas apenas com gemas serão mais finas e com melhor capacidade de resfriamento. As feitas apenas com claras serão mais rígidas e secas por conta da falta de gordura presente na gema. 

A proporção de gemas para ovo é a seguinte: A cada 3 gemas, use 1 ovo inteiro para substituir. 

No caso da farinha, escolha as que possuem um menor teor de glúten em sua composição. Aquelas farinhas próprias para pães e massas não são muito bem vindas aqui, pois não queremos desenvolver o glutén e tão pouco trazer muita elasticidade para a massa. Se conseguir encontrar (no Brasil é mais difícil) escolha a farinha sem proteína (o glúten é uma proteína), pois elas serão ideiais para esse tipo de massa. 
Você também pode escolher usar cacau na massa para dar mais cor e sabor, nesse caso substitua uma parte da farinha por ele.

Para a matéria gordurosa, quando estamos falando de sabor, escolha sempre manteiga sem sal de boa qualidade. Dependendo da temperatura do local de trabalho, dê preferência para margarina ao invés de manteiga, visto que em tais locais o trabalho com a manteiga será dificultado e como a margarina o ponto de fusão será mais alto, ou seja, ela suporta melhor altas temperaturas. Porém a manteiga sempre dará muito mais sabor ao preparo e também não tem gordura trans em sua composição. As massas com maior teor de gordura, ou seja, que levem maior quantidade de matéria gordurosa em seu preparo, deve ser resfriadas por mais tempo. 

O sal tem a função de realçar o sabor da massa e também ajuda a dar coloração quando assada. Dê preferência ao sal refinado. 

O açúcar também ajuda a dar sabor e coloração. Porém há diferença no resultado dependo do tipo de açúcar que você for usar. As massas feitas com açúcar refinado ou cristal apresentam um aspecto mais rústico, visto que são mais difíceis de serem incorporadas a preparação. As massas feitas com açúcar impalpável resultam em massas com superfícies mais lisas e uniformes, o que ajudam tanto na textura quanto na hora de colocá-las na forma, já que usando esse ingrediente, elas terão melhor aderência a forma e assim copiar melhor o molde. 

Algumas massas, como a massa Frolla, utilizam fermento em pó químico. O uso dele nessa massa é definido quando se quer uma massa mais aerada ou que esfarele um pouco mais. Porém a proporção de fermento na massa nunca deve ser superior a 2% em comparação com a quantidade de farinha de trigo (Ex. 20g para cada 1Kg de farinha de trigo). 

Algumas massas podem ter glucose ou mel em sua composição, nesse caso além de dar sabor e cor, tais ingredientes conservam melhor a umidade da massa e assim confere vida mais longa ao preparo. 

Se você quiser pode adicionar algum sabor a massa. Quando doces: extrato de baunilha, extrato de amêndoas, raspas de limão, raspas de laranja, etc. Porém lembrem-se que o melhor momento para adicionar esses aromas é quando estamos batendo a manteiga com ao açúcar (no caso da emulsão) ou junto com os líquidos (no caso do sableado). 

Cocção das Massas 

Há dois tipos de cocção dessas massas. A cocção a branco ou a cocção completa. Você irá decidir qual deles irá usar dependendo do recheio que for agregar a massa. 
Por exemplo: massas onde o recheio irá ao forno, devem ser submetidas apenas ao processo de cocção a branco (com exceção das tortas com tampa, onde será levada ao forno junto com o recheio de uma única vez). 
Massas onde o recheio não necessita de cocção, serão submetidas ao processo de cocção completa. 

A diferença dos tipos de coção são: 

Cocção a branco: É uma cocção prévia de 8 a 10 minutos em forno de 180 graus. Essa pré cocção é necessária para que a massa fique com a textura adequada e não “embatume” no forno. 
Para fazer a cocção é necessário cobrir a massa completamente com papel alumínio e colocar um peso sobre ele (Grão de feijão, grão de bico, cerâmica própria para esse uso, etc) a fim de evitar que a massa crie bolhas no fundo e cozinhe por igual. 

Cocção completa: Primeiro é feita a cocção a branco e depois é retirado o papel alumínio com os pesos, depois disso a massa é assada até que fique dourada ou na textura desejada. 

Conservação das massas

As massas (sem assar) que não possuem fermento químico em sua composição podem ser armazenadas por até 7 dias na geladeira ou então 2 meses no freezer. 

Massas (sem assar) que possuem fermento químico em sua composição podem armazenadas por até 3 dias na geladeira ou até 2 meses no freezer. Se for fazer massa e congelar imediatamente, é aconselhável acrescentar um pouco mais de fermento em sua composição (ex.: Ao invés de 10g, coloque 15g). Mas use essa regra apenas se for congelar a massa antes de usar. 

Para usar uma massa que foi congelada, deixe a mesma descongelando na geladeira de uma noite para outra até que fique com a temperatura da geladeira e assim possa ser manuseada

Você também pode congelar a massa após a cocção. Nesse caso o prazo é de até 2 meses. Descongele na geladeira antes de usar

Proporções em relação a forma 

Uma dúvida freqüente que sempre me deixava confusa, era a quantidade de massa para cada tamanho de forma...já que algumas vezes sobrava e outras faltava, mas se você seguir a linha de pensamento abaixo, vai ser fácil não errar novamente: 

· Para uma forma de 10cm de diâmetro: Massas com espessura de até 3mm a quantidade de massa necessária para cobrir será aproximdamente 50g; 
· Para uma forma de 18cm de diâmetro: Massas com espessura de até 3mm a quantidade de massa necessária para cobrir será aproximdamente 180g; 
· Para uma forma de 24cm de diâmetro: Massas com espessura de até 3mm a quantidade de massa necessária para cobrir será aproximdamente 300g; 
· Para uma forma de 28cm de diâmetro: Massas com espessura de até 3,5mm a quantidade de massa necessária para cobrir será aproximdamente 350g;
· Para uma forma de 34cm de diâmetro: Massas com espessura de até 3mm a quantidade de massa necessária para cobrir será aproximdamente 500g. 

Sugestão de receita das massas doces (Apenas para preparações doces) 

Massa Brisée – Tipo de massa: Média 

125g de manteiga sem sal bem gelada cortada em cubinhos 
25g de açúcar refinado 
1 ovo 
1 gema 
25ml de água fria 
250g de farinha de trigo 
1 pitada de sal 

Modo de preparo 

1. No processador, bata a manteiga gelada com o açúcar, sal e a farinha de trigo até obter uma farofa fina (pode ser feita na mão, mas deve-se trabalhar rapidamente para não desenvolver derreter a manteiga). 

2. Acrescente os demais ingredientes e pulse até a massa ficar homogênea. Cubra a massa com papel filme e leve a geladeira por pelo menos 1 hora antes de usar. Coloque na forma e depois leve a geladeira novamente antes de levar ao forno. 

Massa Sablée – Tipo de Massa: Pesada (essa é uma massa de excelente qualidade, principalmente para tortas). 

150g de manteiga sem sal em temperatura ambiente 
110g de açúcar impalpável (pode ser açúcar de confeiteiro) 
3 gemas 
250g de farinha de trigo 
½ colher (chá) de extrato de baunilha (ou algum outro saborizante de sua preferência) 
1 pitada de sal 

Modo de preparo 

1. Bata a manteiga com o açúcar na batedeira com o acessório que parece uma raquete, até obter um creme branco. Adicione o extrato de baunilha e as gemas. Bata até incorporar. Acrescente a farinha de trigo e bata levemente até incoporar a farinha de trigo. 

2. Cubra a massa com papel filme e leve a geladeira por pelo menos 1 hora antes de usar. Coloque na forma e depois leve a geladeira novamente antes de levar ao forno. 

Massa Frolla – Tipo de Massa: Média 

200g de manteiga sem sal em temperatura ambiente 
120g de açúcar impalpável 
2 ovos 
400g de farinha de trigo 
8g de fermento em pó químico 
1 pitada de sal 
Raspas da casca de 1 limão (ou outro saborizante a sua escolha) 

Modo de preparo 

1. Bata a manteiga com o açúcar na batedeira com o acessório que parece uma raquete, até obter um creme branco. Adicione o extrato de baunilha e as gemas. Bata até incorporar. Acrescente a farinha de trigo e o fermento que devem ser peneirados previamente e bata levemente até incoporar. 

2. Cubra a massa com papel filme e leve a geladeira por pelo menos 2 horas antes de usar. Coloque na forma e depois leve a geladeira novamente antes de levar ao forno. 

Massa Sucrée – Tipo de Massa: Leve 

225g de manteiga sem sal em temperatura ambiente 
180g de açúcar refinado 
2 ovos 
500g de farinha de trigo 
1 pitada de sal 
½ colher (chá) de extrato de baunilha (ou outro saborizante a sua escolha) 

Modo de preparo 

1. Bata a manteiga com o açúcar na batedeira com o acessório que parece uma raquete, até obter um creme branco. Adicione o extrato de baunilha e os ovos. Bata até incorporar. Acrescente a farinha de trigo e bata levemente até incoporar a farinha de trigo. 

2. Cubra a massa com papel filme e leve a geladeira por pelo menos 1 hora antes de usar. Coloque na forma e depois leve a geladeira novamente antes de levar ao forno. 

Algumas receitinhas que já passaram por aqui que utilizam algumas das técnicas mencionadas acima:
  
Tartelettes de Chocolate com Creme de Marcarpone e Caramelo de Morango


Mini Tortinhas de Morangos Assados com Creme


Tartellete de Chocolate Branco com Damascos e Pistaches


Tartelettes de Chocolate com Caramelo de Flor de Sal


Torta Mousse de Chocolate Branco com Morangos


Beijos e espero que tenham gostado!

Fontes: Adaptado do material apresentado em sala de aula pela professora Mariel Marti Pindado - IESB
BILHEAX, Roland e ESCOFFIER, Alain.  Tratado de Pastelería Artesana, Tomo I. Otero Ediciones / 
Ediciones Garriga (1994). ISNB 8486998352.
BILHEAX, Roland e ESCOFFIER, Alain.  Tratado de Pastelería Artesana, Tomo  II. Otero Ediciones / 
Ediciones Garriga (1994). ISNB 8486998362.
BILHEAX, Roland e ESCOFFIER, Alain.  Tratado de Pastelería Artesana, Tomo  III. Otero Ediciones / 
Ediciones Garriga (1994). ISNB 8486998379.
BILHEAX, Roland e ESCOFFIER, Alain.  Tratado de Pastelería Artesana, Tomo IV. Otero Ediciones / 
Ediciones Garriga (1994). ISNB 8470791338

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Panelas...qual ter?



Toda pessoa quando começa a cozinhar provavelmente vai eleger o seu objeto, utensílio, ferramenta preferida na cozinha. Aquele instumento que você pensa ser indispensável e que tem aquele ciuminho, sabe? Pois é, eu tenho os meus “favoritos” também. Aqui então seriam as minhas facas e minhas panelas. Mas depois que comecei a estudar um pouco mais o que realmente é a função de cada uma das facas, de cada uma das panelas percebi que é um mundo em torno de disso, e ainda mais agora com as aulas de gastronomia a todo vapor, comecei aprender um pouco mais e resolvi compartilhar com vocês um pouquinho do que aprendi até agora. Em breve sai o post das facas e como escolher uma boa faca, mas por hoje vamos falar das panelas.

Pois é, quem não gosta de ter uma panela bonita e funcional em casa? Não conheço! Além de ser uma das ferramentas mais indispensáveis na cozinha, aqui em casa também são peças decorativas. Amo vê-las na minha cozinha trazendo um pouco mais de cor para o ambiente e aquele toque décor.

Bom, com certeza a maioria de vocês deve conhecer alguns tipos variados de panelas: Cobre, alumínio, aço inox, ferro...esmaltada...anti-aderente...e por aí vai. Então a idéia aqui é falar um pouquinho da função de cada uma e tentar ajudá-los a identificar qual é a melhor panela para cada tipo de preparo, ou qual seria a mais versátil. Atualmente vários estudos desenvolvidos por especialistas mundo afora também consideram a importância das panelas em relação a saúde e não apenas ao preparo dos alimentos, ou seja, temos que tomar cuidado também nesse quesito quando for escolher as panelas para nossos preparos na cozinha.

Acho que poderia escrever vários post, um sobre cada tipo de panela, mas vou tentar aqui trazer o máximo de informação em apenas um post, ok? Então vamos começar a falar do material de cada panela e quais os benefícios de cada para o preparo de alimentos, e claro para a saúde de quem irá consumi-los.

Aço Inox




Uma das mais conhecidas por nós e aqui em casa uma das mais usadas no dia-a-dia na cozinha. Essa é uma das panelas mais versáteis que estão disponíveis no mercado considerando o seu preço mais acessível e,  claro a usabilidade na cozinha. Tem boa resistência e é pouco reativa a alimentos alcalinos ou ácidos. Como eu falei, é uma das melhores opções no mercado com exceção para as pessoas com alergia a níquel, já que em sua composição há 10% de níquel em relação ao total da panela. 
O aço inox não é bom condutor de calor, por isso é necessário que seu fundo tenha uma espessura maior, ou seja, aqueles famosos fundos triplos (ou mais em algumas marcas, em alguns modelos importados encontramos panelas com até 7 camadas de fundo). Algumas possuem cobre no fundo também, essas seriam as melhores já que o cobre é melhor condutor de calor do que o aço inox ou alumínio que encontramos em alguns modelos.
Praticamente todos os alimentos podem ser feitos nela, e quando seu cabo também é no mesmo material também pode ser levado ao forno. Eu sempre faço isso com filets, para dar cor e caramelização eu começo o preparo no fogão e levo ao forno para deixar no ponto que quero, isso também dá mais maciez para a carne. 

Para sua limpeza prefira água quente e um detergente neutro. Tente secar imediatamente para evitar possíveis manchas no material. Caso isso aconteça, ferva em água com um pouco de limão, ou use limpadores próprios para aço inox.

Alumínio


São mais acessíveis comparadas aos demais tipos de materiais, porém não são as melhores opções quando pensamos na saúde e na qualidade do alimento servido.
O alumínio é leve, no entanto é muito forte. É um bom condutor de calor e pode ser exposto a altas temperaturas. Sua desvantagem é a reação a alimentos alcalinos e ácidos, portanto há uma liberação nas panelas que utilizam este tipo de material onde há uma transferência deste elemento durante o cozimento, que depois de ingerido, acumula-se no organismo, por tratar-se de um metal pesado. Com o acúmulo contínuo  do alumínio no organismo, é sabido que pode causar problemas no sistema nervoso central, e alguns estudos sugerem que pode causar, se ingerido em grandes quantidades, um risco grande para doenças neuro-degenerativas, como a Doença de Alzheimer por exemplo. Mas tudo isso são estudos...ainda não temos nada comprovado. Por vias das dúvidas eu tento evitar...

É uma boa opção para assadeiras em geral e, em panelas, é uma boa opção para refogados e frituras. Molhos com gemas de ovo, ou vegetais como aspargos ou alcachofras podem ser oxidados ou causar oxidação quando preparados nesse tipo de panela.

Para sua limpeza, basta lavar com água e detergente neutro. Evite usar esponja de aço nesse tipo de material para evitar a liberação do óxido de alumínio, ok? Se sua intenção é ter aquelas panelas de alumínio brilhando, faça como na panela de inox e ferva água com limão.

Ferro




Excelente condutora de calor e retentora de calor, o que pode gerar economia também no uso do gás. Proporciona aquecimento uniforme e pode atingir temperaturas muito altas. Pode ser usada tanto no forno como na chama do fogão. Acredita-se que para pessoas que tem deficiência de ferro em seu sangue, essa é uma boa opção, já que ela libera tal substância em seus preparos.

Mas como qualquer outra panela, você deve tomar alguns cuidados básicos, principalmente em sua lavagem e armazenamento. Por ser de ferro, o ideal é que após a lavagem seja secada imediatamente para evitar qualquer tipo de ferrugem. Panelas como as francesas Le Creuset e Staub (Há diversas outras marcas, mas essas são as que tenho em casa e minhas preferidas), possuem um esmaltado que previnem a ferrugem, mas para ter total segurança seque-a imediatamente após a lavagem e guarde-as com cuidado para evitar qualquer tipo de arranhão.


Essas panelas podem ser baratas, quando não são revestidas (esmaltadas), e extremamente caras quando tem revestimento interno e externo.


Como o processo de condução de calor é muito bom nesse tipo de panela, ela mantém muito bem o calor mesmo depois que saiu do fogo. Ótima opção para alimentos que precisam de muito tempo de cozimento, ensopados, braseados e carnes em geral. Por reter muito calor, não é boa opção para uso de grandes quantidades de óleo ou qualquer outro tipo de matéria gordurosa (Ex.: Preparação de roux), já que as altas temperaturas podem queimar o preparo (Cada tipo de óleo tem um ponto de fumaça diferente, portanto o melhor é evitar).

Cobre


Bom, está aqui a minha próxima aquisição, um jogo de panelas revestidas com cobre. Mas por quê? Bom, além de serem lindas e sonho de consumo da maioria dos chefs (eu ainda não sou...mas um dia chego lá!), são muito funcionais dentro de uma cozinha. As doceiras também tem carinho especial por esse tipo de material, já que para compotas e geléias não há melhor opção.

Como comentei acima, o cobre é um excelente condutor e distribuidor de calor. Ele conduz o calor uniformemente e é muito sensível ao calor, aquecendo rapidamente e também esfriando rapidamente quando removido do calor. Para refogar é a melhor escolha, pois não continua o cozimento quando retirado do fogo. O cobre porém também é prejudicial a saúde, então escolha apenas panelas com revestimento em cobre e onde o cobre não entre em contato com os alimentos. As mais comuns tem o revestimento nesse material e o seu interior em aço inox ou estanho. Pode-se utilizar o “tacho” de puro cobre no preparo de zabaione (tipo de sobremesa a base de ovos), claras em neve e merengues, isto porque o cobre reage quimicamente tornando-se um estabilizante para as claras.
Como o cobre reage com tudo que toca, ele precisa ser polido regularmente para manter seu brilho. 



Infelizmente ainda é um material muito caro, mas panelas bem feitas costumas ser, além de pesadas, um investimento para a vida toda.


Como falei acima, é excelente para refogados e também funciona bem com frituras, já que podemos controlar melhor a temperatura da panela. Como as panelas de inox, são muito versáteis e aceitam bem qualquer tipo de preparo...ou seja, o investimento realmente vale a pena.

Sua limpeza deve ser somente com água e detergente neutro na parte interior. Já, para lavar a parte exterior, prepare uma pasta de ½ parte de farinha de trigo, ¼ de vinagre e ¼ de água, espalhe e deixe por 1 hora secando, após esse período lave e seque muito bem com uma flanela limpa. Você também pode usar um limpador apropriado, mas lembrem-se de lavar bem após o uso deste.

Vidro




A queridinha dos nutricionistas. As panelas de vidro são especiais por não haver nenhum tipo de porosidade, serem neutras e não há nenhum risco a saúde quando os alimentos são preparados nela. Porém para cozinhar a conversa muda, o vidro não é um bom condutor de calor, portanto seu aquecimento acontece de forma desigual, resultando em um cozimento irregular com pontos quentes e outros não tanto. A forma ideal de usar uma panela assim no fogão é sobre um difusor para tentar estabilizar a distribuição do calor.

Barro


Quem nunca comeu uma moqueca deliciosa feita em uma panela de barro? Ahhh, eu adoro! Tenho uma panelinha linda assim que me deixa super feliz...principalmente por ser da minha terrinha, o GO. Bom, mas essa panela não é só bonitinha e muitas vezes barata, ela é super funcional também!
O barro retém muito bem o calor, então é uma excelente opção para pratos que necessitem de calor, como alguns dos pratos regionais do Brasil (Moqueca, feijoada, caldos, etc). No entanto, como nem tudo são flores, o uso desse tipo de panela deve obedecer alguns cuidados básicos, já que ela pode ser condutora na contaminação de microrganismos por ser muito porosa. Portanto antes de sua utilização deve ser preparada adequadamente. 


Antes de usar faça uma curagem, ou seja, unte, encha de água e leve ao forno (180 graus) por 2 horas no mínimo, esfrie e repita a operação. Também pode ser untada com óleo e levada ao fogo tampada por mais ou menos 30 minutos. Uma dica útil: Sempre secá-la muito bem e guardar levemente untada.

Anti aderente (politetrafluoretileno - PTFE)



Bom, eu não abro mão de uma frigideira anti-aderente para a preparação de um omelete, mas para alguns outros pratos e quando o material não for de qualidade, essa panela muitas vezes não será indicada.

Panelas de aço ou alumínio podem ser revestidas com uma substância como o politetrafluoretileno (PTFE), a fim de minimizar a aderência do alimento junto a superfície da panela. Há vantagens e desvantagens no uso desse tipo revestimento. Umas das vantagens é que são muito mais fáceis de limpar do que a grande maioria das outras panelas e requerem pouco ou nenhum tipo de matéria gordurosa nos preparos a fim de evitar que grudem. Por outro lado deve ser evitado seu uso ao fazer molhos a partir da deglaçagem do fundo da panela. Revestimentos assim tendem a desgastar ao longo do tempo, portanto a sua limpeza é fator decisivo para o tempo que você terá ou não seus utensílios.


Há um perigo em potencial no uso de revestimentos à base de PTFE: enquanto a decomposição do revestimento não ocorre em temperaturas normais de cozimento (abaixo de 240 graus), o superaquecimento pode produzir produtos de decomposição que são tóxicos para os seres humanos. Infelizmente, o superaquecimento é relativamente fácil, portanto nunca deixe a panela sobre o fogo estando vazia. A partir de 250 graus, alguns estudos sugerem que o PTFE libera gás tóxico, portanto o cuidado deve ser redobrado, ok?


Para limpeza lave com água e detergente neutro, e nunca utilizar abrasivos ou esponjas abrasivas e seque antes de guardar.

Bom, por enquanto falarei apenas dessas. Mas se você tem alguma dúvida sobre qualquer outro material, fiquem a vontade em perguntar, terei enorme prazer em pesquisar e aprender junto com vocês, ok?

Espero que o post tenha sido esclarecedor e que os ajudem na escolha de sua próxima panela.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Técnicas Básicas de Cozinha - Molho Béchamel



Quem já deixou algum molho empelotar levanta a mão! Opa, eu já deixei, e você? Não que agora todos os molhos que preparo fiquem perfeitos, mas ao longo do tempo fui aprendendo algumas dicas super valiosas para ter um molho sedoso, bem feito e acima de tudo saboroso. 

Bom, então já que vamos falar de molho, que tal começar pelo famoso e universal molho béchamel? Sim, o béchamel é um molho difundido no mundo todo, é também conhecido como molho branco. O molho béchamel é um dos molhos mãe na gastronomia francesa. Mas o que isso quer dizer? Bom, quando um molho é definido como molho mãe, ele será base para outras preparações de molho, ou seja, haverão algumas variações desse molho adicionando alguns ingredientes ao molho pronto.


O molho béchamel, como comentei acima é um molho oriundo da França. No entanto, existem alguns registros da idade média onde indicam um tipo de mistura de leite e farinha de trigo já usada pelos Romanos, no entanto a teoria mais provável é que o molho béchamel foi criado para Louis XIV por seu chef pessoal, Pierre de la Varenne. Verdade ou não, o que é certo foi que La Varenne foi o primeiro a escrever a receita , ou seja registrá-la em seu famoso livro: LeCuisinier François. Para vocês terem uma idéia do quanto esse molho é antigo,  La Varenne escreveu o livro no século XVII. Antigo, não é mesmo?


Mas e o molho? Que dicas devemos seguir e que variações podemos fazer? Bom, para ter um molho bem feito, há algumas regrinhas básicas e super fáceis que devemos seguir. Vamos a elas?Devemos começar com uma etapa muito importante, preparar o roux. O roux é uma mistura de partes iguais de farinha de trigo e manteiga. Para preparar o roux, que é um espessante muito usado em molhos, sempre haverá cocção da farinha e da manteiga. Há 3 tipos de roux, o claro, o médio e o escuro. A diferença básica deles é o tempo de cocção e é claro, sua cor. No caso do molho béchamel vamos usar o roux claro.

  1. Para fazer o roux, levamos partes iguais de farinha de trigo e manteiga ao fogo médio em uma panela de fundo triplo. Mexendo sempre, devemos deixar o preparo cozinhar por 2 a 3 minutos se queremos um roux claro, 4 a 5 minutos se queremos um roux médio e por fim 7 a 8 minutos para um roux escuro. Normalmente para espessar molhos em geral usamos o roux claro ou médio, o escuro é usado apenas quando a receita recomendar, ok?.
  2. Dependendo a utilização do molho, o roux deverá ter quantidades diferentes na receita. Para cada 1 Litro de leite do molho você deve usar:
  • Molho simples: 120g de roux (60g de farinha de trigo + 60g de manteiga)
  • Molho que será gratinado: 140g de roux (70g de farinha de trigo + 70g de manteiga)
  • Para recheios: 200 a 240g de roux (100g de farinha de trigo + 100g de manteiga, ou então 120g de farinha de trigo +120g de manteiga.
O roux pode ser congelado por até 5 meses. Você pode congelar em forminhas de gelo e quando for usar no molho béchamel deixar descongelar totalmente, ou quando quiser espessar um outro molho, você pode ralar um pouco do roux ainda congelado sobre o molho e levar ao fogo até reduzir e espessar ao seu gosto.

Feito o roux, deixe-o atingir a temperatura ambiente dentro da panela. Então seguiremos para o próximo passo, aromatizar, temperar e aquecer o leite.
Nesse passo o que vamos fazer é levar ao fogo o leite junto com a cebola espetada com os cravos da índia, folhas de louro ou tomilho. O tempero clássico do molho é sal, pimenta e noz moscada. Os chefs mais preocupados com a aparência do prato em relação a cor do molho, usam aqui pimenta branca para não afetar o aspecto branco do molho. Quando o molho estiver começando a levantar fervura, desligue o fogo, tampe a panela e deixe descansar por uns 10 minutos, coe e aqueça levemente o leite.

A etapa mais importante e crítica para alguns é juntar o leite ao roux. Mas não se preocupem, não tem muito segredo. Em fogo médio ou baixo, acrescente o leite aos poucos diretamente no roux que estava reservado. Bata vigorosamente com a ajuda de um fouet até que fique mais encorpado e aveludado, tempere com sal, pimenta e a noz moscada. Faça movimentos rápidos e que tomem todo o diâmetro da panela. Esse movimento é importante para não deixar o molho empelotar ou grudar no fundo da panela.

Bom, feito tudo isso o molho estará pronto. Você pode usar imediatamente ou então cobrir com um filme plástico, aderente a superfície para não formar uma película em cima, e usar quando for necessário, respeitando é claro o tempo de armazenamento dele.
E por falar nisso, o molho se conserva bem na geladeira por até 24 horas, ou então pode ser congelado por até 3 meses. 

Para ter uma idéia de quantidades, aqui está uma receita básica de molho. Lembrem-se que dependendo da utilização (gratinar, molho ou recheio), as quantidades de farinha de trigo e manteiga irão variar.

1 litro de leite
120g de roux claro (60g de farinha de trigo + 60g de manteiga)
Sal
Pimenta do reino
Noz moscada

Opcional:

1 cebola inteira
3 cravos da índia
1 folha de louro
1 raminho de tomilho

Lembram que eu comentei acima que o molho béchamel tem outras variações? Pois é, aqui estão algumas dicas (variações para cada litro de molho béchamel):
  • Molho Normande: Misture 2 colheres (sopa) de creme de leite fresco junto com os outros temperos.
  • Molho Aurore: Misture 1 colher (sopa) de extrato de tomate.
  • Molho Poulette: Após retirar o molho béchamel do fogo, acrescente imediatamente 2 gema e misture bem. Essa mistura também é usada como base para um souffle salgado.
  • Molho Moutarde: Igual ao molho poulette, só que após acrescentar as 2 gemas, acrescente 2 colheres (chá) de mostarda dijon, salsinha picada e um pouco de raspas de limão siliciano.
  • Molho Mornay (ótima opção para gratinar!): Com o molho ainda quente acrescente 120g de queijo gruyère ralado. Acrescente 2 gemas e 200ml de creme de leite. Retorne ao fogo muito baixo para incorporar tudo. Use-o para gratinar colocando um pouco mais de gruyère ou parmesão sobre a preparação.
Beijos e espero que tenham gostado!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Azeite de Oliva - Uma das 7 maravilhas culinárias




Quem não gosta de um bom azeite? Quem pode dizer que não é necessário ter um bom azeite em sua despensa? Bom, acho que ainda não conheci essa pessoa. O azeite de oliva é um dos poucos ingredientes que acredito ter unanimidade em relação a necessidade e apreciação em uma mesa ou cozinha.

Ter um bom azeite na cozinha é um trunfo de qualquer cozinheiro, profissionais, caseiros, de época...enfim, um bom azeite torna qualquer refeição uma oportunidade de bons momentos a mesa.
Certamente um bom azeite não é barato, mas é absolutamente um excelente investimento. Como conselho inicial, conforme aprendi em um livro italiano, não deixe sua dispensa sem pelo menos 2 tipos de azeite. Um mais delicado para o dia-a-dia e outro mais frutado para ocasiões especiais. No entanto, escolher um bom azeite é mais do que isso, dessa forma compartilho com vocês o que aprendi nos ultimo meses a respeito dessa deliciosa e imprensídivel iguaria.

De onde vem e como é produzido? Que características devemos buscar? Bom, infinitas! Mas vamos começar pela produção. 

Os olivais cobrem vastas áreas da região mediterrânea, particularmente na Espanha. Em maio, as flores nascem em todo seu esplendor. Entre junho e outubro elas amadurecem. No início, as azeitonas são verdes. Com o tempo, ficam escuras até adquirir cor preta. Tanto as mais verdes quanto as maduras podem ser apreciadas. A colheita da azeitona acontece geralmente entre novembro e fevereiro. Cada oliveira gera cerca de 15 a 50 quilos de azeitona. Após 24 horas de colhidas, as azeitonas são levadas para a trituradora. Nessa fase, se produz uma pasta da fruta inteira, inclusive o caroço. Geralmente, esse processo é realizado em trituradoras de pedra de granito. A pasta é estendida em cestos, que são empilhados e colocados em prensas. A prensa aplica forte pressão e, à medida que o faz, a pasta se transforma num suco composto por água e azeite. Numa próxima etapa, o azeite fica repousando e a água vegetal é tirada em centrifugadoras. Após esse processo, obtém-se aproximadamente um quilo de azeite de oliva virgem para cada cinco quilos de azeitona. 


Como base, existem 3 tipos de azeite oriundos da azeitona. O azeite de oliva, o azeite de oliva virgem e o azeite de oliva extra-virgem. Basicamente a diferença inicial é o tipo de prensagem e o grau de acidez de cada um. Há também algunos outros tipos que sofreram refinamento ou algum tipo de mistura, mas esses últimos não podem ser considerados azeites de oliva.

Os azeites e óleos de oliva são classificados da seguinte forma:

  • O azeite de Oliva Extra-Virgem é obtido da primeira prensagem a frio. Sua acidez máxima é em torno de 0,8. Esse é o melhor azeite para consumo. Também é o mais caro, mas em uma salada ou para finalizar um prato, você sente visivelmente a diferença entre os demais tipos de azeite.
  • Em segundo lugar, ou melhor, depois do extra-virgem é extraído o azeite de Oliva virgem que é obtido pela segunda prensagem a frio e sua acidez máxima é em torno de 2,0. Na falta de um azeite extra-virgem, essa é melhor opção.
  • Depois é extraído o Azeite de Oliva. Ele é obtido pela terceira prensagem, que pode ser a frio ou térmica, e sua acidez máxima é em torno de 1,0. 
  • O Azeite de Oliva Refinado é obtido na terceira prensagem (como o azeite de oliva regular), porém esse é refinado após a prensagem e apresenta acidez em máxima de 0,3. Por sofrer um processo de refinamento, já é caracterizado de forma inferior aos três acima. Normalmente é apresentado em latinhas.
  • Já o Óleo de Bagaço de Oliva Refinado é extraído por solvente e apresenta acidez máxima de 0,3. 
  • E por fim o composto de oliva refinado é uma mistura de azeite com outro óleo (soja) e sua acidez máxima é 0,3.
O tipo de embalagem tem grande influência na conservação do azeite. Para embalagens de vidro, procure optar pelas mais escuras, já que a luz pode favorecer o processo de oxidação do azeite. Nos azeites classificados como Azeite de Oliva, normalmente é apresentado em embalagens de vidro e os demais (compostos ou refinados) em latas. Nas latas a oxidação pode ocorrer nas "soldas" da embalagem, então também é preciso escolher com cuidado para não adquirir um produto que terá sua conservação prejudicada. Ao estocá-lo, leve em conta que a luz, o calor e o ar são altamente prejudiciais ao produto, que deve ser armazenado em locais frescos, com pouca ou nenhuma incidência de luz. 

Como indicador de qualidade, A acidez é uma das principais características do azeite, mas como vocês podem ver acima, os óleos de oliva apresentam baixa acidez, porém como passaram por processo de refinamento e mistura com outros compostos oleicos, não são considerados os melhores para consumo. Então, além da acidez, quando for escolher um bom azeite de oliva, verifique o tipo de prensagem, se foi refinado ou não e se é extra-virgem, virgem, etc.

Além da acidez, as características abaixo influenciam a qualidade do azeite:
  • Variedade da azeitona;
  • Condições climáticas;
  • Tipo de solo;
  • Práticas de cultivo;
  • Estado de maturação do fruto;
  • Tempo de processamento das azeitonas após a colheita.
Apesar de ser um excelente ingredientes na cozinha, para frituras essa não é a melhor opção, já que o ponto de fumaça do azeite é muito inferior ao do óleo de canola, por exemplo. Ou seja, ele pode queimar muito mais rápido do que outros tipos de óleo com ponto de fumaça maior.

Uma boa opção para ter em casa, além de um bom azeite extra-virgem, são os azeite aromatizados. Aqui o céu é o limite. Você pode comprar ou até prepará-los em casa. Dão um toque super especial a suas preparações ou até mesmo a aquele pãozinho quentinho que fica tudo de bom regado com um azeite.



Para aromatizar o seu azeite você pode seguir a mesma técnica para a maioria dos ingredientes:

Esse método consiste em fazer uma infusão a quente junto com a erva escolhida. 

1. Separe as folhas dos talos e descarte-os. Pique todas as folhas sobre uma tábua e misture ao azeite em uma panela ou tigela. Aqueça essa mistura a 80 ºC por 2 horas, no fogo baixo ou  em banho-maria. Retire do fogo e espere esfriar. Passe a mistura por uma peneira com pano a fim de eliminar impurezas. Guarde em um recipiente de vidro esterilizado e sem nenhum vestígio de água, de preferência escuro para evitar o contato com a luz. Se não tiver nenhum vidro escuro, você pode envolvê-lo em um pano.

Aqui seguem algumas dicas do chef Ercolino Crugnale para aromatizar o azeite de outras formas:

Azeite de Ervas

60 g salsinha
30 g estragão
30 g tomilho
120 ml de azeite

Modo de preparo

1. Separe as folhas dos talos e descarte-os. Pique todas as folhas sobre uma tábua.

2. Passe as ervas em água fervente por 10 segundos e transfira imediatamente para uma tigela com água com gelo para interromper o processo de cocção e garantir a cor das ervas. Junte o azeite e bata no liquificador até formar um purê. Passe por uma peneira bem fina e de preferência coberta com um pano fino para descartar os sólidos. Conserve em vidro.

Azeite de Manjericão

1 maço de manjericão 
água
300 ml azeite de oliva ou óleo de canola

Modo de preparo

1. Cozinhe as folhas de manjericão em água fervente por mais ou menos 1 minuto. Escorra e coloque na água com gelo. Escorra novamente apertando com as mãos até retirar o exesso de água. Bata bem no liquidificador com o azeite de oliva. Leve ao fogo baixo por 5 minutos, até que o azeite fique bem verde. Passe por uma peneira fina e conserve como os demais azeites.

Azeite de Limão Siciliano

2 ou 3 limões silicianos
250 ml azeite de oliva

Modo de preparo

1. Retire a casca do limão o mais fino possível, com um descascador de frutas (não deixar a parte branca na casca, pois o azeite ficará amargo. Descasque o limão retirando a parte branca e deixando somente a polpa, cortar em pedaços menores e retirar as sementes. No processador, bata a casca, acrescente a polpa do limão e o azeite, pulse algumas vezes, mas não bata muito, pois o limão não pode se transformar em purê e nem emulsionar com o azeite. 

2. Retire do processador e deixar descansar a temperatura ambiente por 02 horas (mexer algumas vezes, sem bater, para misturar limão e azeite). Após esse período, coe em um pano de algodão (pré- lavado), acondicione em um vidro e deixe descansar para separar o suco do azeite aromatizado. Guarde em um vidro esterilizado na geladeira por até 1 semana.

Esses azeites podem ser comprados prontos e as variações são infinitas. O meu preferido atualmente é o azeite de trufas.

Bom, espero que tenham gostado das dicas! E lembrem-se que um bom azeite além de fazer bonito na cozinha faz um super bem a saúde!

Beijocas e boa semana!

Fontes:
Wikipedia
Inmetro
IESB

Fotos:
http://www.curbly.com/chrisjob/posts/1799-25-alternative-uses-for-olive-oil
http://homemade-recipes.blogspot.com/2009/10/olive-oil.html
http://www.oliveoilsprayer.net/olive-oil-sprayer/

domingo, 12 de junho de 2011

Un Petit Déjeuner pour Mon Amour - Um café da Manhã para o Meu Amor


Hoje acordei romântica...por que será? Bom, sem motivo ou não sempre dá vontade de fazer uma surpresinha para o Amore, em qualquer refeição...sem nenhuma pretensão, o que mais me agrada é ver a reação dele ao comer algo que agrada e é claro o beijinho de agradecimento, não é?



Por sinal hoje é dia dos namorados e mesmo se não fosse, o Amore iria ganhar essa surpresa. Por que? Primeiro por que eu o amo demais e segundo, por que fui presenteada com um dia no melhor spa de BSB. Amei! Depois conto os detalhes para vocês, por que agora vamos falar do café da manhã do meu gatinho.


Vamos começar pela mesa:



A idéia inicial foi fazer algo francês e tentar lembrar das nossas deliciosas manhãs na França. Como aqui não consigo encontrar tudo o que identifico como ideal em um café francês, fiz algumas adaptações e aproveitei para treinar algumas técnicas para as provas da próxima semana. Então servi croissants, pain au chocolat, friands, outros pãezinhos variados, queijinhos bem delícia, geléias, pão de mel, chá, café  e frutas bem fresquinhas.



O café foi um sucesso, ele amou! Acho que melhor do que comer um café tão caprichado e ver a carinha de felicidade e aquele lindo sorriso para mim.

E vocês, como será o dia dos namorados por aí?


Beijocas e um lindo dia dos namorados para vocês!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sobremesas para a Páscoa...

A páscoa está chegando, né? Outro feriado pela frente...para mim significa: "Oba! Vou poder dormir!". Pois é, dormir é um luxo quase que extravagante para mim ultimamente...chego tarde, acordo cedo...fim de semana é correria também...ou seja, olheiras todos os dias (Sorte que comprei um corretivo super, ultra, mega, power potente)...aquela sensação de que poderia ter dormido mais um pouquinho está presente todos os dias. E o remédio? Bom, não sei para vocês, mas para mim além de uma boa xícara de café, um pedacinho de chocolate sempre dá uma animada! Como diria uma amiga querida: "É um santo remédio mesmo..."

Então pensando em páscoa e pensando em como páscoa combina com chocolate, quero sugerir algumas opções para a sobremesa desse dia. Vamos lá?

Torta Trufada de Chocolate com Frutas Vermelhas
Essa além de deliciosa tem um super visual, não acham?


Adoro!


Minha sobremesa preferida!


Essa receita é imbatível, deliciosa de verdade!


Dispensa comentários...bom d+!




Eu super recomendo qualquer uma dessas opções, aqui em casa foram sucesso total...só falta saber se vou repetir na páscoa ou se tento uma nova...o que acham?

Beijos e boa tarde para vocês!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Meus Livros Preferidos...

Alguém já te perguntou se você coleciona algo? Quer dizer, você coleciona algo? Acho que todos nós temos preferência por esse ou aquele item e acabamos caindo na tentação de ter vários deles, não é? Pois é, eu sou assim com duas coisas: Livros de Gastronomia e Porta-Copos de Cerveja. Adoro!

No quesito livros, a lista agora está em torno de 100 volumes...é muito? Para o tamanho da minha estante de livros na cozinha, é sim...mas para falar a verdade, acho que não...espaço pode faltar, mas é mais forte do que eu...sempre quero mais um, sempre quero aprender algo novo...é mania mesmo, né?!
Apesar de gostar de todos, quer dizer...apesar de amá-los, é claro que tenho meus "queridinhos". Recomendo demais todos eles, acho que posso dizer que são minhas bíblias. Por mais que não execute todas as receitas que  gostaria, eles me servem de guia para harmonização, idéias novas e acima de tudo, inspiração!
Quer conhecer? Então vamos lá, vou falar um pouquinho dos meus preferidos:

Chef Profissional
Instituto Americano de Culinária

Esse sim é uma bíblia. Com mais de 1.200 páginas é praticamente uma escola por si só. Comprei esse livro no ano passado e sempre que tenho alguma dúvida sobre técnica, é lá que vou buscar a solução. 
Recomendo para qualquer pessoa que queira saber além de receitas. Trás a explicação da importância da comida nos continentes. Funcionamento de cozinhas, armazenamento de alimentos, variação de cada tipo de alimento...enfim, é um livro completo. Esse eu diria que vale pelo menos por 10.

French Food at Home
Laura Calder

Esse dispensa comentários, né? ADORO! Foi o primeiro livro da Laura e leva o nome do programa apresentado por ela. Basicamente ela ensina de forma muito leve como trazer a cozinha francesa para dentro de casa. Ou seja, ela tira aquele estigma de que cozinha francesa é complicada. É um livro super leve e gostoso de ler, já que a cada receita ela faz uma pequena e deliciosa introdução. Nele você vai encontrar clássicos franceses e também receitas criadas pela Laura. Definitivamente um dos melhores livros que já li.

French Taste - Elegant Everyday Eating
Laura Calder

Esse livro merece todos e mais alguns elogios a Laura. Lindo, inteligente, completo e super fiel ao título, definitivamente elegante! As receitas muito bem explicadas, elaboradas e bem apresentadas, fazem com que seja uma deliciosa experiência folhear esse livro...definitivamente o melhor livro dela. As receitas são a maioria das últimas temporadas do programa e como no livro anterior, em cada receita há comentários pessoais da Laura que nos fazem sentir mais ligados  ao prato.

The Country Cooking of France
Anne Willian

Minha última aquisição. Resumindo: Lindo! Receitas tradicionais e algumas super diferentes para nós. Belíssimas fotos e textos explicativos fazem com que a cada página você queira anotar pelo menos 2 receitas para fazer (São mais ou menos 2 receitas por página..rrsrsrs). São mais de 250 receitas divididas por seções (sopas, entradas, carnes, sobremesas, etc). As fotos são um comentário a parte, trazendo belas paisagens, mercados, lindos ingredientes...enfim, é um livro apaixonante!

Salt to Taste
Marco Canora

Comprei na último mês e tenho vontade de abri-lo todos os dias. É um livro delicioso, tanto nas receitas como na forma de escrita do autor. Há várias lições no livro que vieram das memórias que ele tinha da mãe cozinhando...muito legal mesmo. A introdução é do Tom Colicchio e as receitas tem influência italiana. Os risottos são um dos pontos altos desse livro...divinos!



 Viva Sem Alergia
Alice Sherwood

Sabe quando você quer comida simples e deliciosa? Pois é, quando eu quero algo assim eu sempre dou uma olhadinha nesse livro. Embora ele seja voltado para pessoas com restrições alimentares (Glúten, Lactose, Oleaginosas, etc), todas as receitas vem com pelo menos 2 versões (com e sem glúten, com e sem lactose). Além de ter ótimas receitas ele explica bem como funciona cada uma dessas limitações e nos ajuda a entender melhor o funcionamento de cada alimento. Já fiz diversas receitas dele e posso afirmar que são nota 10!

New Italian Cooking
Scott Conant's

Se eu quero impressionar com uma comida italiana bem feita, é nesse livro que eu busco inspiração. Deliciosas receitas, combinações inusitadas, super explicativo...enfim, completo! Também é dividido por tipo de comida e suas sobremesas são uma capítulo a parte, realmente divinas!
Ao fazer uma receita desse livro vocês vão entender por que....



Jamie em casa
Jamie Oliver

O melhor livro do Jamie em minha modesta opinião. Comida simples, com ingredientes frescos e uma deliciosa explicação de como fazer sua própria plantação de legumes/verduras e hortaliças...que para mim é o ponto alto do livro. Apesar de não ser fã dos sobremesas que o Jamie faz, nesse livro eu consegui reproduzir algumas e ficar extremamente satisfeita. As fotos são um capítulo a parte...adorei o estilo rústico e leve...super recomendado!

Larousse da Cozinha Italiana
Larousse Editorial

Amo esse livro principalmente por conta das fotos e suas receitas básicas da culinária italiana. A receita de ravioli é imbatível! Outro ponto forte é a explicação dos ingredientes típicos da Itália. Excelente opção se você está procurando um livro completo sobre a culinária desse país tão mágico e respeitado por sua gastronomia.




Ice Cream Williams-Sonoma
Mary Goodbody

E quem não gosta de terminar uma refeição com sorvete? Não tem jeito, é universal...todos gostam! Esse livro, como a loja da Williams-Sonoma, é simplesmente perfeito! Depois que comprei, não procuro receita de sorvete em nenhum outro lugar. Tente o de morango e você vai entender bem o que estou falando...




Bom, é isso pessoal! Espero que tenham gostado das dicas. Esses livros são os meus preferidos no momento...mas é sazonal, outros já estiveram quando alguns desses não estavam...mas no fim, eu adoro todos que tenho, já fiz pelo menos uma receita de cada um...mas esses aí são realmente especiais...

Quer dar uma olhadinha em toda a minha lista de livros? Clica em biblioteca na cozinha....

Se tiverem alguma dica de livro será super bem-vinda, ok?

Beijos e ótima terça-feira para vocês!

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